segunda-feira, 7 de julho de 2008

"CLICK"!

" O FUTURO
NA PALMA DA MÃO"
ANTÓNIO AMEN

domingo, 6 de julho de 2008

VIA - LÁCTEA XIII

[ O poema, que ora transcrevo, me toca profundamente a alma por
sua carga expressiva aliada à beleza da temática .
Afinal, quem não gosta de POESIA... de ESTRELAS?... ]
*****
"Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!" E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muita vez desperto
E abro as janelas, pálido de espanto...
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: "Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?"
E eu vos direi:

OLAVO BILAC -
Nasceu no Rio de Janeiro em 1865 e aí morreu em 1918. É
um dos melhores poetas do Parnasianismo Brasileiro. Junto com Alberto de Oliveira e Raimundo Correia forma a Tríade Parnasiana. Sua poesia apresenta várias temáticas. Dentro da linha parnasiana, escreveu poemas sobre quadros referentes à Antigüidade como, por exemplo, em "A Sesta de Nero" e "O Incêndio de Roma".
Abordou também fatos da História do Brasil, como em "O Caçador de Esmeraldas", onde exalta a figura do bandeirante Fernão Dias Paes.
A par disso, sua obra expressou seu mundo interior através de poesia lírica, amorosa e sensual, em que abandona o tom comedido da escola.
******

sábado, 5 de julho de 2008

EM TORNO DO JULGAMENTO

Se vejo falta nos outros,
Em vez de cerrar o cenho,
Busco mostrar a mim mesmo
As muitas faltas que tenho.
EUGÊNIO RUBIÃO
"Tu julgarás a ti mesmo, respondeu-lhe o rei. É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros.
Se consegues julgar-te bem, és um verdadeiro sábio."
"O PEQUENO PRÍNCIPE"- EXUPÉRY
( Fonte da fotografia: www.spd.fotologs.net )

OS LIMITES DA PALAVRA


"Muito tarde, aprendi os limites da palavra. Alguns pensam que os seus argumentos, por sua clareza e lógica, são capazes de convencer. Levou tempo para que eu compreendesse que o que convence não é a "letra" do que falamos; é a "música" que se ouve nos interstícios de nossa fala. A razão só entende a letra. Mas a alma só ouve a música. O segredo da comunicação é a poesia. Porque poesia é precisamente isso: o uso das palavras para produzir música. Pianista usa piano, violeiro usa viola, flautista usa flauta - o poeta usa a palavra."
RUBEM ALVES - "Ostra feliz não faz pérola"

MANIA DE PROMESSAS

[ Na maioria das vezes, agimos assim.
Prometemos isso, aquilo;
criamos o hábito de planejar o amanhã,
a cada dia, com nossas palavras,
esquecendo-nos de que o amanhã
começa hoje e requer atitudes.
Palavra do dia: DETERMINAÇÃO!... ]

sexta-feira, 4 de julho de 2008

OUTROS OLHOS

No fundo de cada cabeça devem existir outros olhos, uns olhos que enxergam para dentro e, provavelmente, são eles que vêem as imaginações, as reminiscências, os sonhos, as idéias, as doidices que a gente pensa.
Enquanto os olhos que olham para fora se limitam a contemplar o que está na frente deles, esses tais olhos de dentro ora vêem o que querem, ora o que a gente quer ver.
Às vezes, eles são obedientes. Outras são muito teimosos. Quase sempre são criativos. De vez em quando são tão sensíveis. São imprevisíveis, os olhos de dentro.
Em caso de necessidade, são capazes de reproduzir fielmente as imagens que os de fora já viram, o que é chamado vulgarmente de lembrança, fenômeno fácil de ser compreendido.
É feito foto, filme, computador. Deve estar tudo registrado em alguma parte da memória.
O mais difícil de entender é como eles conseguem inventar coisas que os olhos de fora nunca viram:
Acontecimentos que não aconteceram.
Momentos que jamais passaram.
Situações completamente estapafúrdias.
Condições imaginárias.
Suposições.
Tragédias.
Finais felizes.
Sinais.
Hipóteses.
Subterfúgios.
Absurdos.
Desejos.
Aquilo que não existe, ou que não é visível, ou que ainda não foi descoberto, o que já foi embora, tudo o que está no brejo, o que está sempre no escuro, soterrado, escondido, após, por trás, o microscópico, a conjectura, o que foi arrancado, o que não foi aberto.
Brincar com os olhos de dentro pode ser engraçado.
É só imaginar o que quiser, por mais maluco que seja, e podem acontecer laranjas azuis - sóis sem luz - duas luas no céu - uma tartaruga veloz - uma fuga, um refúgio, um lugar - outro valor para "Pi" - paz aqui no planeta - cometas, estrelas cadentes, beijos noturnos, mil e uma viagens - paisagens à vontade do freguês - um Saturno sem anéis, uma ilha encantada, uma cidade tranqüila, uma casinha na floresta - festas de chuva no sertão - um patrão mão-aberta ( ou qualquer outra pessoa inventada).
Quem manda nos olhos de dentro?
Será um Deus?
Um louco?
Um desenhista?
Um escritor?
Um diretor de cinema?
Será o desejo da gente?
Há quem diga que é o inconsciente.
Há quem pense que é o por acaso.
Eu não sei o que pensar.
Mando meus olhos de dentro pensarem sozinhos e lá se vão eles inventando caminhos.
Deixo o agora para trás.
Olho só para o depois.
Encontro um farol.
Sofro uma alucinação?
Tanto faz.
Faço uma poesia, então, e imagino um país.
Vejo a gente feliz num dia de sol. Tem horas que o melhor que se pode fazer é ver as coisas com outros olhos.
ADRIANA FALCÃO -
"O homem que só tinha certezas e outras crônicas"
( Imagem de autoria desconhecida )

quinta-feira, 3 de julho de 2008

A PROSA E O POEMA

"A PROSA não tem margens, nunca se sabe quando, como e onde parar. O POEMA não; descreve uma parábola traçada pelo próprio impulso (ritmo); é que nem um grito.
Todo POEMA é, para mim, uma interjeição ampliada;
algo de instintivo, carregado de emoção."
( MÁRIO QUINTANA )

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