sábado, 21 de fevereiro de 2009

CANÇÃO

"Disciplina é liberdade,

Compaixão é fortaleza,

Ter bondade é ter coragem..."


"Há Tempos" -
Renato Russo

DAS ESTRUTURAS E SEUS PARADOXOS


"Época triste essa em que nós vivemos: é mais fácil quebrar a estrutura de um átomo do que a estrutura de um preconceito."
ALBERT EINSTEIN

ABRE ALAS PARA A POESIA!

Deus, modalidades


Quando caminho pela manhã
no colo do dia fresquinho
novinho em folha
com azul no céu
e música de passarinho
quem olha
não vê quem me leva
quem olha pensa que é o vento que me levou.

Ninguém conhece minha reza,
é no colo de Deus que eu vou.

Tarde calma carioca de outono, 2002

ELISA LUCINDA
em "A FÚRIA DA BELEZA"
( Imagem de autoria desconhecida )

ECOTERNURA

"Somos ternos quando abandonamos a arrogância de uma lógica universal e nos sentimos afetados pelo contexto, pelos outros, pela variedade de espécies que nos cercam. Somos ternos quando nos abrimos à linguagem da sensibilidade, captando em nossas vísceras o prazer ou a dor do outro. Somos ternos quando reconhecemos nossos limites e entendemos que a força nasce de compartilhar com os outros o alimento afetivo. Somos ternos quando fomentamos o crescimento da diferença, sem tentar nivelar aquilo que nos contrasta. Somos ternos quando abandonamos a lógica da guerra, protegendo os nichos afetivos e vitais para que não sejam contaminados pelas exigências de funcionalidade e produtividade a todo transe que pululam no mundo contemporâneo.

(...) Sermos ternos é entender que não somos o centro hierárquico do ecossistema, pois, ao depender biológica e afetivamente, nos descentramos, admitindo que o eixo ordenador passa por seres ao mesmo tempo diferentes e distantes de nós. Aceder à racionalidade ecológica e à causalidade retroativa é permitir a emergência de um sentimento de fratura em nossa imagem de reis da criação, pois nos ecossistemas não há centro, nem chefe, nem quem ordene ou obedeça. O ecossistema é pluricêntrico e reconstrói a cada instante, a partir de cada um de seus centros, toda a atividade da cadeia vivente, sempre aberto a múltiplos contatos, a variadas zonas de incerteza e indeterminação. É na captação sensível desta variedade que está a sabedoria do ser vivente para articular-se às cadeias biológicas que lhe asseguram sua nutrição e crescimento."
"O Direito à Ternura" - Luís Carlos Restrepo
Fonte da fotografia: 1000 imagens

sábado, 14 de fevereiro de 2009

UM POUCO MAIS SOBRE O SILÊNCIO...


(...)
Brinco e trabalho, sonho e me exercito com frases e entrelinhas desde que me recordo: são material de minha profissão, de meu encantamento e de minha perplexidade. Pois o que pode separar também liga, o que deveria significar harmonia pode maltratar.
Como nós humanos, palavras se transformam feito pedras roladas em fundo de rio: o vulgar torna-se belo, o comum cai na lata de lixo dos palavrões de mau gosto, o necessário é esquecido e o raro vem para a mesa como a manteiga e o pão.
Silêncios, por sua vez, promovem contatos amorosos ou erguem barreiras como lanças espetadas. O silêncio pode ser bom de curtir gente, arte ou natureza, ou de fazer descobertas transformadoras em nós mesmos, mas pode ser o silêncio do suicida que queria dizer: venha me socorrer... mas não havia ninguém.
Conheço o silêncio positivo dos casais que não precisam de muitas palavras, porque se entendem pelo olhar, e são felizes simplesmente estando lado a lado. Escutei o silêncio mau das famílias onde não se respeita o outro, dos casais ligados apenas pelo acomodamento; o silêncio humilhante dos locais de trabalho onde a competitividade é cruel; o silêncio perverso da mentira pública, quando culpados enveredam pela trilha da negação do mais-que-evidente e até confessado, que lesou o nosso bolso e nossa dignidade.
Mulheres traídas, homens pouco amados, pais arrogantes e brutais ou eternamente críticos ( também se bate com palavras ), mães amargas ou obsessivamente controladoras, patrões gananciosos, funcionários insatisfeitos... todas as formas de desrespeito expresso ou subliminar tendem a reproduzir atitudes semelhantes. E os conceitos, coração das palavras, vão-se transformando nesse campo de batalha: o dito, o não-dito, o jamais comunicado.
Lançar uma palavra aos quatro ventos, com se entendêssemos do que se trata, não quer dizer que a gente viva segundo ela. A ética, por exemplo, nestes dias , há de estar nos contemplando consternada, pobre senhora: não do Olimpo dos deuses intangíveis, mas nas esquinas da nossa tresloucada humanidade, onde a abandonamos em troca de comportamentos perversos.
Temos dificuldade em lidar com o silêncio: ele ressoa mal no vazio do nosso interior. Embora seja difícil de curtir ( ah, a música ao vivo, a praia com alto-falantes, a ginástica dirigida, os brinquedos comandados, a diversão atordoante em casa, no clube, n o mar....), é nele que nos humanizamos - pela palavra certa, a palavra boa, a palavra respeitosa, mas firme.
O medo de errar muitas vezes nos leva ao erro, e o desejo excessivo de acertar nos rouba a naturalidade: calamos quando seria melhor falar, falamos quando teria sido melhor dizer alguma coisa, qualquer coisa.
Mas nem sempre sabemos a hora, a palavra, a pessoa certa.
Assim como solidão não precisa significar isolamento, silêncio não precisa ser um corte: pode ser nossa melhor maneira de falar, naquele momento, com aquele interlocutor. Aí ele não compreende, e, mais uma vez, somos incomunicáveis.
Calar pode ser um bom exercício para nossa mente aflita de tantas informações, paralisada entre tantas escolhas, dilacerada em transformações vertiginosas como as deste tempo nosso. Pensar sobre nós e nossa vida é um exercício: o que eu realmente desejaria ser, e o que posso fazer? Como chegar perto de mim, eu mesmo, esse que está sempre por ser descoberto?
Pode ser um bom começo ouvir a chuva no telhado, a pessoa amada vindo pelo corredor, e a consciência que fala ao nosso coração - quando ele está atento.
LYA LUFT - "Em Outras Palavras"
( Desconheço o autor da fotografia )

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

ESSENCIAL É...

PRESERVAR!
[ Faça a sua parte!...]

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

CANTIGUINHA

Muitas vezes, um CARINHO
é uma espécie de caminho,
um portal de esperança,
um modo de salvação...
Quem canta essa melodia
conhece a doce alegria
de descobrir-se criança
por dentro do coração...

[ Para todos vocês,
neste início de semana!... ]
FONTE DA IMAGEM:.www.florisbella.com.br.gif

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