Não resisti; acabei comprando para meu 'kit" de férias! Acho que são bem interessantes! "MEDO LÍQUIDO" e "AMOR LÍQUIDO - sobre a fragilidade dos laços humanos" são de um dos sociólogos mais respeitados da atualidade: ZYGMUNT BAUMAN.
O primeiro nos mostra que, "no início do século XXI, o medo generalizado está de volta. Tememos catástrofes naturais, a violência das grandes cidades, o terrorismo, o desemprego, a rejeição amorosa. Vivemos sob ansiedade constante e a ameaça de perigos que podem se tornar realidade a qualquer momento, em qualquer lugar."
O segundo nos adverte sobre o fato de que "a modernidade líquida em que vivemos traz consigo uma misteriosa fragilidade dos laços humanos - um amor líquido. A insegurança inspirada por essa condição estimula desejos conflitantes de estreitar laços e ao mesmo tempo mantê-los frouxos." O autor "radiografa esse amor, tanto nos relacionamentos pessoais e familiares quanto no convívio social com estranhos. Com a percepção fina e apurada de sempre, busca esclarecer, registrar e apreender de que forma o homem sem vínculos - figura central dos tempos modernos - se conecta."
"RESISTÊNCIA" é a história de AGNÈS HUMBERT, uma mulher que desafiou Hitler; é uma espécie de diário secreto dela, publicado incialmente na França, em 1946 e depois esquecido. "Até a sua captura, nos primeiros meses de 1941, AGNÈS registrou os fatos, dia após dia, e suas anotações nos permitem acompanhar cada passo da Resistência. Feita prisioneira, ela não tinha como escrever em seu diário. Contudo, ao ser libertada, em 1945, dedicou-se a repassar os fatos em sua memória para registrá-la ainda no calor dos acontecimentos."(...). É o testemunho do espírito indomável de uma mulher, e um tributo eloqüente ao sacrifício e à coragem dos seus camaradas que não sobreviveram."
O livro é prefaciado por MARINA COLASANTI que, a certa altura, destaca:
"As mulheres sempre perdem a guerra. Não a querem, mas a perdem. O livro de Agnès Humbert, entretanto, consegue não ser um livro de perdas. Eu diria até que é um livro de conquistas. Quando se é obrigada a passar seis semanas sem trocar a roupa íntima, proibida de lavá-la e praticamente sem lavar-se, quando os piolhos infestam a cabeça e a fome devora o estômago, manter a dignidade é uma conquista diária. Quando o trabalho é forçado e massacrante, quando não há agasalho contra o frio nem colchão para deitar, quando não há espaço, não há proteção, não há trégua, manter vivos fraternidade e altruísmo é uma conquista."
Por fim, "O LIVRO DAS CITAÇÕES", de EDUARDO GIANNETTI, "fruto de três décadas de garimpo" do autor e feito integralmente de fragmentos de outros livros! "O prefácio é uma coleção de citações sobre a inutilidade dos prefácios; a conclusão reúne passagens sobre a arte de concluir."
Parece um material maravilhoso, não?
Agora você entendem por que não resisti a eles?
É sedução pura, caríssimos!...