sábado, 26 de abril de 2014

POÉTICAS VISUAIS

Arte que interage com o imaginário!


(BEN HEINE)

sexta-feira, 25 de abril de 2014

CANÇÃO DE OUTONO


Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o própro coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando àqueles
que não se levantarão…

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão…

CECÍLIA MEIRELES

EXPLICAÇÃO

Voltei 
a escrever.

E a palavra
me recupera de meus becos, 
de minhas portas fechadas.

(Sutilmente...)

PALAVRESSÊNCIAS...

O Outono 
é um pedaço
de tempo
que amareleceu...

( Imagem de autor desconhecido)

CANÇÃO DO MAR DE DENTRO


Na canção
do mar de dentro,
o ir e vir
das lembranças
são como
areia e espuma
atiçadas pelo vento.


Com indelével constância,
o tempo que me navega
desapropria meus medos
guardados, há muito, em baús...


(Não ando ao sabor das marés;
há relicários em mim,
contendo doces certezas.)


Vez ou outra venho à tona
e pairo na superfície
com meus sentimentos nus.

Mas as ondas, em seu curso,
preparam-me os mergulhos-
a vida é de profundezas...

(Imagem de autor desconhecido)

DESCRIÇÃO DA TARDE

( Imagem de autoria desconhecida)

Entardece agora...

Tudo se aquieta
enquanto um bem-te-vi poeta
sobrevoa os restos do dia.

O vento macio passa
no encalço de velhas folhas
e sopra nuvens dormideiras.

Um canto desbrava  a fé nos corações;
torna-a visível.

E o sino bate para lembrar
que em tardes assim
a alma pode voar
com a poesia de um bem-te-vi!...



DESEJO


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