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sábado, 27 de abril de 2013

LEMBRANDO ANNE FRANK...

      
      Conheci a história de Anne Frank quando eu era ainda  uma menina. 
     Havia uma enorme biblioteca em minha escola, e eu costumava frequentá-la. Era ali que encontrava pouso para minha alma e alimentava minhas emoções.
       Lembro-me bem de como fiquei impressionada com as vivências daquela adolescente judia no período da 2ª Guerra: seus sonhos, suas angústias e incertezas,  suas esperanças, seu isolamento forçado, sua prisão, mas, acima de tudo, sua determinação e coragem !  
      Mais tarde, já adulta, fui presenteada com o seu diário, o livro que, na infância, me fora tão caro! Intimamente, vibrei de alegria e pude relê-lo diversas vezes, sentindo calmamente a sua beleza...

   Essa menina, que conheci somente pelos escritos que deixou, morreu, aos 15 anos de idade,  num campo de concentração, vítima da intolerância e do desamor de alguns... Mas, como era seu desejo, continua a viver na expressão de seu texto e de seus exemplos, fortalecendo ainda hoje, os seus leitores. Deixa-nos uma lição de resistência através das palavras, encorajando-nos a prosseguir, ainda que tudo se nos oponha. Convoca-nos à vida, quando, ao seu redor, tudo se encaminhava para desolação e morte. Indica-nos a bondade como caminho para a mudança positiva do mundo.
     Uma história real que atravessa os anos e semeia a importância da paz entre os homens!...
     Uma delicada lembrança que vou guardar, para sempre, na memória do coração!...

Se quiser conhecer um dos filmes baseados 
em "O Diário de Anne Frank", clique:

sábado, 14 de janeiro de 2012

UM ÂNGULO DA TOSCANA

 "Os ciprestes fêmea se tornam mais volumosos com a idade, mais roliços e viçosos no meio. enquanto os machos permanecem finos e secos. Ambos montam guarda. Esta Toscana é feita de terra selvagem domada, forçada à obediência por um milhão de mãos.
  Um domínio todo feito de seda e veludo, cujos matizes verde, rosa e ocre se estendem sobre a terra como pele nova, envolvendo-a, entrecortando-a e, depois, mergulhando num desfiladeiro, escondendo-se do sol, descansando antes de uma subida repentina até um declive coberto por rosas selvagens."


"MIL DIAS NA TOSCANA" - 
Marlena De Blasi


sábado, 7 de janeiro de 2012

NA FILA!

Foto: Rose
Férias!
Tempo de leituras escolhidas!
Aqui, três títulos - três oportunidades  de viajar de forma diferente!
"Mil dias na Toscana", de Marlena de Blasi - "memórias de um pequeno vilarejo repleto de comida, romance e, acima de tudo, vida"!
"O Homem que venceu Auschwitz",de Denis Avey e Rob Broomby -"uma história real sobre a Segunda Grande Guerra";"um  emocionante e surpreendente relato de um corajoso homem que arriscou a vida para mostrar ao mundo um dos mais terríveis e  dolorosos episódios da História."
E "Um céu numa flor silvestre", de Rubem Alves - que nos propõe, através de suas crônicas, observarmos "a beleza de todas as coisas".
Que tal?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

LEITURA: UM ÓTIMO DESAFIO!

Este é um livro para bibliófilos.
"O Ano da Leitura Mágica ", de Nina Sankovitch, é o relato de um desafio que a autora propôs a si mesma, após o falecimento de sua irmã, aos 46 anos: ler, diariamente, um livro de, no máximo, 350 páginas, durante um ano! Aprender com autores diversificados foi a forma que ela encontrou para ocupar sua mente, e recuperar-se da imensa dor daquela perda.


Leia alguns trechos selecionados:

1- A RAZÃO DO PROJETO:

"Eu precisava de consolo agora. E precisava de esperança. Esperança de que, quando a vida mostra seu lado mais cruel, ela voltará a mostrar seu melhor lado.(...) Eu tentei correr, mas agora tentaria ler. Eu podia confiar na promessa de Connolly de que 'as palavras têm vida e a literatura se torna uma fuga, não da vida, e sim para dentro da vida.'
Minha leitura dos livros seria disciplinada. Sei que haveria prazer nas minhas leituras, mas precisava também me ater a um cronograma."

2- O PROJETO E SUAS REGRAS:

"Planejei começar meu projeto de um livro por dia no meu aniversário de quarenta e seis anos. Eu leria meu primeiro livro naquele dia e no dia seguinte escreveria minha primeira resenha. As regras para meu ano eram simples: eu não podia ler o mesmo autor duas vezes, não podia reler nenhum livro que já tinha lido e tinha de escrever sobre todos os livro que lesse. Eu leria novos livros, novos autores e leria livros antigos de meus escritores preferidos."

3- A BUSCA:

"Eu estava pronta - pronta para me sentar na poltrona roxa e ler. Durante anos, os livros abriram uma janela pela qual eu podia ver como as outras pessoas lidavam com a vida, suas tristezas, alegrias, monotonias e frustrações. Eu os usaria novamente para buscar empatia, orientação, amizade e experiência. Os livros me dariam tudo isso e mais. Depois de três anos carregando a verdade sobre a morte de minha irmã, eu sabia que jamais me livraria da tristeza. Eu só esperava um pouco de alívio. Esperava algumas respostas. Queria que os livros respondessem à persistente pergunta sobre o porquê de eu merecer viver. E como deveria viver. Meu ano de leituras seria minha fuga de volta à vida."

4- O RESULTADO  DO PROJETO:

"Aprendi, graças aos livros, a me apegar às memórias de todos os belos momentos e pessoas da minha vida, já que preciso dessas lembranças para me ajudar a passar pelos tempos difíceis. Aprendi a perdoar tanto a mim mesma quanto às pessoas ao meu redor, todas tentando apenas sobreviver com seus 'fardos pesados'. Sei, hoje, que o amor é uma força poderosa o bastante para sobreviver à morte e que a generosidade é a maior ligação entre mim e o restante do mundo. E o mais importante - porque hoje sei que Anne-Marie sempre estará comigo e com todos que ela amou - é que entendi o impacto duradouro que uma vida pode ter em outra, outra e outra."

"(...) A dor não é uma doença ou uma calamidade. É apenas a única reação possível à morte de uma pessoa amada e uma afirmação de quanto damos valor à própria vida, por todas as suas maravilhas, emoções, beleza e alegria.
Nossa única solução para a dor é viver. Viver olhando para trás, lembrando as pessoas que perdemos, mas também seguindo adiante com ansiedade e entusiasmo. E repassar esse sentimento de esperança e possibilidade por meio de gestos de bondade, generosidade e compaixão.
Li livros durante toda a minha vida. E, quando mais precisei lê-los, os livros me deram tudo o que pedi e mais. Meu ano de leituras me deu o espaço de que eu precisava para descobrir como viver novamente, depois de perder minha irmã. Meu ano no sanatório de livros me permitiu redefinir o que é importante para mim e o que pode ser deixado para trás. Nem todas as interrupções da vida podem ser tão intensas - nunca mais lerei um livro por dia durante uma ano -, mas qualquer interrupção da vida frenética, dos dias cheios de ocupação, pode restaurar o equilíbrio de uma vida virada de cabeça para baixo. Para algumas pessoas, essa interrupção será uma tarde fazendo tricô, ou uma semana de aulas de ioga, ou ainda uma longa caminhada com um amigo, ou um animal de estimação. Todos precisamos de espaço para deixar que as coisas se acomodem, um lugar para nos lembrarmos de quem somos e do que nos é importante, um intervalo que nos permita que a felicidade e a alegria da vida voltem à nossa consciência.

"(...) Meu hiato acabou. Minha alma e meu corpo estão curados, mas nunca abandonarei a poltrona roxa por muito tempo. Tantos livros esperando para serem lidos, tanta felicidade para ser descoberta, tanta maravilha para ser revelada."


Uma obra instigante, que nos faz repensar os próprios valores e caminhos, além de nos reafirmar a importância do livro, a sua capacidade  de ressaltar a beleza e a esperança que sempre há no cenário de nossas vidas!

terça-feira, 19 de julho de 2011

LEITURA



Como estou em período de recesso, tenho buscado fazer algumas leituras e, porque o tempo é curto para muita coisa, selecionei alguns livros de crônicas, que já estavam me aguardando na estante.

"A RIQUEZA DO MUNDO", de LYA LUFT, está entre os escolhidos. E já comecei a lê-lo. Nele, a escritora aborda temas como pobreza, desigualdade social, relacionamentos e afetividade, dentro de situações cotidianas, típicas do gênero cronístico.

Já estou gostando!...

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