quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

COMO ANTIGAMENTE...

( Se você realmente deseja tocar alguém, envie-lhe uma carta.)

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Saudade de quando se ia aos Correios postar uma carta... Daquelas que se escrevem sem pressa, delineando cada letra e emoção. Cartas escritas com zelo; perfumadas, às vezes; enfeitadas, quase sempre.
Porque gosto muito de escrever, descobri cedo o encantamento pelas correspondências e sua função de ponte. Por elas, conheci pessoas, abrandei saudades, partilhei e fortaleci sentimentos, fiquei perto, mesmo longe... Também cometi alguns deslizes: "falei" o que não devia," ouvi" o que não queria e chorei os sonhos desfeitos.
Cartas de amor? Poucas, porém profundas; com todos os ingredientes que esse gênero requer, todas escritas a tinta e alma.
Escrever cartas era uma forma de fazer carinho, estar presente na vida do outro, subscritar momentos da vida e torná-los memória...


Recebê-las tinha também um sabor especial. Cada envelope entregue pelo carteiro - o portador de notícias mais esperado! - era um relicário que acelerava o coração para alumbramentos! Ali se achava a resposta a um convite, a confirmação de um encontro aguardado com ansiedade, os versos do bem-amado, as palavras generosas do pai, a ternura do amigo geograficamente distante...
Hoje, o processo comunicativo se modernizou: e-mails, orkut, MSN, blogs... a tela e as teclas... as palavras escritas e imediatamente lidas do outro lado. Um jeito novo de diminuir a distância e que, inegavelmente, tem o seu valor. Eu mesma já me aventuro em alguns desses caminhos, nos quais tenho tido surpresas agradáveis. Entretanto a velha carta é mágica, tem poderes especiais... é "arte feita de gentileza, narrativa e intimidade" e, dela, não pretendo prescindir.
Tudo isso pode soar antiquado ou até mesmo "retrô", mas "será que, em um mundo marcado pela comunicação instantânea, a arte de escrever para alguém com calma, apuro e elegância está definitivamente perdida?"
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[ Desconheço a autoria das imagens acima. ]




7 comentários:

Irmão Sol, Irmã Lua disse...

Também tenho saudades desse tempo, das cartas escritas com emoções, que levavam com elas um pouco do outro e assim aproximavam as pessoas e estreitavam os laços; creio que muito mais que as formas modernas de comunicação dos dias atuais.
Posso tá sendo antiquado, mas esse tempo (das cartas) havia mais poesia e sentimento.
Beijos ternos,
Benja.

Marilac disse...

Querida Rose,
Eu também sinto saudades,concordo com você a velha carta é magica, e espero que continue a existir apesar das novas formas de comunicação que claro tem o seu valor e a vantagem da rapidez.
Eu guardo com carinho todas as cartas que recebi...Fazem parte da minha memória e como você resumiu tão bem são "arte feita de gentileza, narrativa e intimidade"

Cartas a tinta , sempre achei que carregam com mais intensidade a alma e o sentimento de quem as escreveu..Tenho um grande amigo que mora longe, trocamos e-mails, mas as vezes ele me envia em datas especiais uma carta, e fotos dele, da familia com dedicatórias e é sempre uma grande alegria recebe-las.
Confesso que sinto vontade de pedir endereço dos amigos virtuais para poder enviar algo pelo correio

Adorei as imagens que você usou neste post.

beijos
com carinho,

Marilac

Ela disse...

Eu escrevi muita carta...
Para amigos, outros que s e tranformaram em namorados...
Tias distantes...primos... enfim...
Sempre nos dão a doce sensação de lembrar eser lembrada. E isso é tão doce e tão bom!

Hay disse...

Rose Querida,
Escrever, esse ato quase mágico de deixar nascer as letras do coração e alma, tentar levar para alguém aquele sentimento mais profundo, quase não possível ser colocado em palavras... Mas são as nossas memórias e saudades guardadas nas mãos daqueles que amamos, seja um grande amor, um amigo...

Manter essa arte da tinta esboçando esses sonhos sobre o deserto papel é no fundo uma profunda arte de dedicação, que poucos de nós ainda tem corragem de abraçar, porque? Se nós mesmos sabemos o quanto é delicioso receber uma carta, porque olhamos o carteiro com aqueles olhos de uma vaga esperança de talvez, muito talvez, receber sim uma carta de alguém muito amado?

Rose, lindas imagens!
E agradeço pelos bilhetes deixados no meu Blog, de coração.

Beijos, com ternura,
Hay

Irmão Sol, Irmã Lua disse...

Também, linda menina, tenho buscado a simplicidade da vida, e pensado no quanto complicamos tantas coisas.
Beijos ternos,
Benja.

Carol Timm disse...

Querida Rose,

Esse post me deu muitas saudades do tempo que escrevia cartas.

Ainda escrevo, mas saõ raras e para pessoas que não têm acesso ao computador.

Mas concordo com tudo, tanto escrever, como receber cartas é uma forma delicada e linda de se fazer PRESENTE!

Beijos,
Carol

PS: Peguei seu e-mail lá na Mari, e quando puder te escrevo um pouco mais para lá!

R Lima disse...

Neste tempo aí.. a verdade e o desejo eram muito mais palpáveis..

O Amor em versos de puro punho.





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