sábado, 20 de setembro de 2008

LAVRA

Espero um verso
que me enlace ternamente
nesta noite desapegada de estrelas -
que seja mãe,
parindo sonhos de concha e mar
e tenha a lucidez das rosas,
concentrando jardins...
Um verso de substância espraiada
onde se possa ficar
para além da linguagem
e seus cuidados...
Nesta noite atravessada de azul,
espero um verso que me dê voz
e entonação de varandas
abertas ao vento...
( pois tenho um nó na garganta
e um risco breve de lua,
vazando o meu pensamento... )
( Imagem de autoria desconhecida )

6 comentários:

Irmão Sol, Irmã Lua disse...

Querida "Sorella",
Importante é jamais desistirmos e nunca perdermos a esperança, pois a vida é um desafio a ser vencido dia-a-dia com a ajuda de Deus.
Um dia esse verso há de chegar e sentirá que tudo valeu à pena.
Beijo de carinho,
Benja.

adelaide amorim disse...

Lírico e delicado poema, Rose, que me fez lembrar certos momentos assim, em que se sonha com varandas ao vento. Gostei especialmente da última estrofe.
Beijo e ótimo fim de semana.

Clecia disse...

Lindíssimo este poema! :) Bjos e um ótimo fim de semana!

Marilac disse...

Rose,
Que chegue esse verso...
Lindo poema, fiquei também sonhando com conchas, marés, jardins , noites azuis e varandos abertas ao vento!!!


Bjs
com carinho,
Marilac

Tata disse...

Oi,
Obrigada pela visita!
espero que volte sempre!
Lindo poema!Parabéns!
bjim

Lilás disse...

Nossa, que poema lindo!
beijo e ótima semaninha

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