sábado, 21 de março de 2009

TOADA DE CAMBAIO (fragmentos)

( Porque, muitas vezes,
a POESIA nos traduz... )
As coisas que me fizeram
ficar assim tão diverso
do que outrora fui, não foram
as rudes nem as amargas.
Mas aquelas que sonhei,
que esperei tanto e no entanto
nunca me aconteceram.

Ah!, não me foi a tão áspera
e vária vida, varada
de solidões e de brasas,
que mudou fundo o meu jeito
de ser (agora cambaio,
e antes tão leve, levando
sempre um cântico na fronte).
Quem me transfez foi a vida,
a vida que eu não vivi.
(...)
Para me rever nos verdes
do antigamente,(...)
não regresso na memória
(que a memória já me perde),
mas no sonho (...)
Mesmo sem ter, todavia,
o que me houvera de ser,
nem por isso me recuso
à vida que há por viver,
nem despeço do meu peito
o amor que nele perdura:
- este amor, mesmo se pouco,
é a laje e o céu do que sou.
(...)
THIAGO DE MELLO
( Imagem de autoria desconhecida )

3 comentários:

Irmão Sol, Irmã Lua disse...

É verdade, "Sorella"!
Conheci a poesia de Thiago de Mello por seu intermédio e encantei-me e emocionei-me com seus versos.
Carinho,
Benja.

Mel disse...

Lindo demais, Rose.
O amor, sempre na frente!

Beijos

Marilac disse...

Rose,
Eu tb me encantei e me emocionei com esses versos.
Dá uma sensação de ter
Saudades do que ainda não vivi,ou medo de que os sonhos escapem.

bjs
Marilac

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