segunda-feira, 18 de maio de 2009

DORES

( Aos que sofrem...)
Há dores que chegam como caminho e salvação.
E, embora muitas vezes incompreendidas,
sempre produzem diamantes na alma...
É que elas nos permitem transcender, dilatando-nos a visão para a Luz...
São roteiros para crescimento e poesia, uma forma de desapego,
uma pausa para o entendimento daquilo que é essencial.
Dores assim compõem canções espirituais
que envolvem os corações no seu ritmo de Céu...
É quando nos integramos com mundos estelares e seu silêncio doce...
Dores abençoadas que nos convocam a ser melhores,
mais brandos, mais íntegros!...
Dores que fazem brotar jardins por dentro dos olhos e das intenções!...
Há dores que nos deixam em estado de eternidade, porque nos revelam o máximo de importância em tudo que nos rodeia.
É quando sentimos integralmente que a vida vale a pena
e que o amor é um tesouro inestimável,
um encantamento contínuo, criado para partilhas...
Dores assim nos aproximam, reintegram, fortalecem...
Tudo passa a fazer sentido, porque há sempre um propósito em tudo...
Através delas, fazemos um aprendizado de voo... E quanto mais nos entregamos à sua leveza, mais alto voamos... tornamo-nos clarividentes; entendemos, aceitamos, perdoamos, ficamos mais pacientes...
É do alto dessas dores que a paisagem se torna plena em sua beleza... O nosso olhar se enternece e nossa voz é só gratidão...
Porque as dores são como irmãs que nos tomam pelas mãos e nos apontam o caminho de volta para Deus - nosso Bem Maior!...
Fotografia de Peter Andrews

6 comentários:

Beth/Lilás disse...

Pois é, às vezes me pego pensando em como certos compositores em décadas passadas, faziam músicas com letras tão lindas e os momentos eram tão duros, pesados, ditatoriais. Mas, vejo que na dor eles produziam coisas belas e, talvez por causa dela isso acontecesse.
Se tentarmos transferir isso para nossas vidas, podemos aprender muito com as dores que às vezes atravessamos.
bjs cariocas

Irmão Sol, Irmã Lua disse...

Irmãzinha queria,
Suas inspiradas palavras me fazem recordar do poema “Voz no Coração” da nossa estimada Meimei, que desde a primeira vez que o li me marcou a forma terna e doce com que nos fala da dor. Coloco-o abaixo para ajudar-nos a refletir.
Que possamos buscar a resignação nesses momentos de profundas aprendizagens para nossas almas.
Um beijo de carinho do amigo,
Benja.

“Alma irmã!...
Não me condenes.
Venho ofertar-te
Renovação e experiência
E mostrar-te nos outros
Os irmãos do caminho
Que amam, sofrem e aprendem
Qual te acontece,
A fim de que te movas
Ao sol da compaixão.
Venho mostrar-te ainda
O peso que há na culpa
E o valor do perdão.
Sobretudo, sou eu
Quem te revela
A grandeza do amor
Na luz da compreensão.
Peço: não me censures.
Venho em nome de Deus,
Sou tua dor.”
(Meimei)

Ela disse...

Pois, as dores, ou seriam as portas fechadas, nos apontam luz por detrás das cortinas.

Eu adoro vir aqui, sinto sempre esta sensação boa de voltar para casa.
saudadona de ti!

Espaço Bem Cuidar disse...

Rose
Procurando imagens que traduzem a leveza encontrei no seu blog na data do dia 09/05/2008 a imagem das penas com a frase "a leveza de viver na paz do que se sente". Como gostaria de ocupar a imagem queria ver se vc sabe me dizer se ela tem direitos autorais, qual a sua origem? Desde já agradeço a tua ajuda.
Att, Naiara (RS)

Carol Timm disse...

Rose,

A dor pode ser aprendizado, pode ser libertação... mas é tão difícil superar alguns momentos de dor, sobre tudo quando estamos cansados...

É um belo texto o seu, que mais uma vez me fez refletir...

De qualquer forma, desejo que tenhamos momentos de dor quando for inevitável doer para crescer.

Beijos,
Carol

PS: Amanhã faz um mês de nosso encontro sim, feliz lembrança essa sua! : )

Marilac disse...

Rose,
Vamos vivendo e aprendendo!
Existem bençãos escondidas em algumas dores, como você disse elas permitem transcender, são roteiros para crescimento espiritual.
Só que as vezes parece tão dificil e sofremos tanto, e nesses momentos só mesmo a Fé em Deus e a certeza de que tudo passa e que sairemos fortalecidos da luta.

Poética a expressão: " sempre produzem diamantes na alma"
lembrei do conto da ostra e da peérola:

"Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas."

Abraços,
com carinho e saudade
Marilac

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